Depoimentos

 

Coordenador: Secretário de Turismo Carlos Raimundo Paviani
1ª, 2ª e 4ª Feira de Inverno

Em 1989, sob a coordenação do prefeito Alberto Oliveira tínhamos por missão desenvolver a cultura e o turismo em Flores da Cunha, atuando como secretário Municipal. As condições para o desenvolvimento do turismo eram:
- baixa capacidade hoteleira, com menos de 20 unidades habitacionais;
- atrações naturais – paisagem, cascatas, rios – sem infra-estrutura receptiva;
- eventos com periodicidade não definida com a Festa da Vindima, porém com foco promocional e não comercial;
- parque de exposições, com dois pavilhões, pouco utilizados;
-pouco envolvimento/integração da comunidade com a lógica do desenvolvimento turístico;
- crescente número de micro e pequenas empresas produtoras de malhas, confecções e outros artigos do vestuário (cerca de 20 empresas);
- artesanato em vime, madeira, filet, crochê, bordados e pintura em cerâmica;
- cultura vinculada a imigração italiana, reforçada pela existência de corais, grupos musicais e gastronomia típica da colonização italiana (agnolini, lesso, polenta, galeto, massas e churrasco);
- grande número de empresas vinícolas, porém poucas marcas conhecidas;
- duas grandes empresas produtoras de bebidas alcoólicas;
- diversidade e variedade na produção de produtos coloniais como pães, cucas, gróstoli, biscoitos, queijos, salames, conservas, condimentos e outros produtos gastronômicos;
- uma empresa do ramo alimentício com potencial de crescimento (Massaiola);
- tradição na realização e organização de festas religiosas que a cada final de semana atraia centenas e até milhares de visitantes da região;
- realização anual da Festa da Colônia, com forte tradição, no distrito de Otávio Rocha, no mês de julho, em comemoração ao dia do colono e motorista;
Com base neste cenário, propusemos ao prefeito Alberto Oliveira para que criássemos um evento, no inverno, capaz de agregar diversos setores e transformar-se em atrativo turístico, com objetivos comerciais e não apenas promocionais e que possibilitasse resultado econômico de curto prazo para os expositores. O foco do evento deveria estar na comercialização direta dos produtos locais, sejam eles industriais, artesanais ou coloniais. Foi assim que convidamos a um grupo de empresários, principalmente do setor de malhas e confecções, para propor a realização do evento.
A primeira reunião contou com a participação de pouco mais de dez empresários dos quais, dois deles foram taxativos dizendo que o evento não se viabilizaria e que não estavam dispostos a apostar. Isto foi no primeiro semestre de 1989. Não tendo sucesso nesta reunião, passamos a compor um novo planejamento, convidar novas lideranças e, a partir de então decidiu-se pela organização da Feira de Inverno, assim chamada para poder abranger vários produtos e demarcando a estação em que ela deveria ocorrer. Umas das atrações programadas eram as lareiras acesas no Pavilhão 1, atual Escola de Gastronomia. Com 14 estandes, a primeira Feira de Inverno também inovou abrindo apenas nos finais de semana, algo inédito até então na região.
A primeira edição, em 1990, contou com o apoio da Prefeitura Municipal que custeou cerca de 70% do investimento, além da infra-estrutura e pessoal para organização e manutenção do evento. A partir do sucesso do primeiro evento foi possível uma maior participação financeira dos empresários que perceberam a consistência e importância econômica do evento.
Nosso modelo fez escola e depois da Feira de Inverno surgiram a Expobento e a feira das Micro-empresas de Caxias do Sul.  
Desde o primeiro evento focamos a publicidade na serra e na região metropolitana de Porto Alegre, apostando no turista destas regiões que viria visitar a cidade, almoçar e voltasse para sua casa no mesmo dia.
Segundo Paviani, “Criar um evento, formular sua proposta, explicar aos expositores as possibilidades de ganhos foi uma das tarefas mais difíceis. Entretanto, depois da primeira edição, tudo se tornou mais fácil. Foi um verdadeiro exemplo de que uma política pública, bem formulada e com objetivos viáveis pode alterar uma realidade”.
A realização de sua vigésima edição já caracteriza a importância do evento que cresceu, passou por dificuldades e transformações e hoje profissionalizou-se, sendo economicamente auto-sustentável, pois desenvolveu a capacidade de através de patrocínios, apoios e comercialização de espaços adequar seu orçamento.


Coordenador: Secretária de Turismo Fatima Rosane Herber Ortiz
3ª Feira de Inverno

Em 1992, a pequena feira, já de qualidade, despontou como um importante evento no calendário local e regional. A Secretaria de Turismo, organizadora, contava com o apoio financeiro e institucional do Centro Empresarial e do Sebrae.
“Nessa época, realizávamos desfiles de moda, sendo uma grande atração. Também criou-se um painel na entrada dos Pavilhões, com motivos de inverno, pintado pelo artista plástico Henrique e um grande boneco de neve, que através de um concurso, chamou-se FOFLORENSE.”, conta a coordenadora Fátima Ortiz.
A Feira de Inverno, nas primeiras edições tinha o objetivo de atrair um fluxo de visitantes da região dos vinhedos, que coincidia com os outros eventos que aconteciam em Bento Gonçalves e Farroupilha. Hoje, a Feira já é um evento consolidado, onde se divulga nossas potencialidades turísticas, econômicas, através da nossa produção local, do nosso artesanato, da nossa farta gastronomia e da nossa cultura. E tudo isto acontece devido ao nosso povo empreendedor e que acredita que com o esforço e contribuição de todos podemos fazer deste um evento ainda mais representativo.


Presidente: Ivo Biondo
5ª, 6ª, 9ª e 10ª Feira de Inverno

Após a fundação do Centro Empresarial em Flores da Cunha, e a associação dos empresários participantes das feiras, iniciou-se, através de reuniões, a administração das feiras pela câmera setorial de malhas e confecções.
A valiosa colaboração das influencias externas, como por ex. a colaboração da mídia de forma geral, as parcerias como patrocinadores, entidades, prefeitura e o próprio CE, oportunizaram, o desfile de grandes talentos artísticos e competentes profissionais de diversos setores.
Segundo Biondo, “Em todas as feiras que presidi, sempre tive a preocupação da gestão transparente com regras claras e definidas e principalmente valendo por igual, a todos  que estavam envolvidos. Presidir as feiras foi uma experiência gratificante, agradeço a Deus pela oportunidade que foi acrescentado em minha vida. Convicto de que nem tudo foi perfeito, mas com ciência que tudo sempre foi feito da melhor maneira possível. Sou imensamente grato também, pelo meu crescimento em doação a um trabalho que oportunizou a manifestação de pessoas e o crescimento de empresas, guardo na memória as imagens dos acontecimentos e carinhosamente das tantas pessoas que tive o privilegio de constatar durante o período de seis anos de gestão das Feiras de Inverno”.
Para o município, a evidencia com as feiras, é o filão turístico regional, com promoção, apresentação e venda de produtos ligados a seu potencial industrial. As feiras tornaram o município mais conhecido no cenário regional através da publicidade e os inúmeros visitantes a cada evento trazem divisas á economia, direta e indiretamente com o crescimento das empresas expositoras e surgimento de novas, pela oportunidade de venda de seus produtos, que as feiras oferecem.

 

Presidente: Jorge Pontel
7ª e 8ª Feira de Inverno

A gestão do presidente Jorge Pontel foi marcada pela união do setor de malhas e confecções que resultou no fortalecimento, crescimento econômico e social do setor.
Reuniões de planejamento e a convocação dos setores a participarem juntos tornaram as feiras mais bonitas e atraentes, assim repercutindo na mídia e na divulgação do nosso município.
Iniciativas como o Festival da Polenta e Formaio e Vin, naquele tempo realizado no Pavilhão 1 e a colocação de Vinhos Finos servidos pela família Giacomin (a primeira vinícola a comercializar vinhos nas feiras), preços atraentes, bom atendimento, além de show com música típicas regionais e italianas foram marcantes nessa gestão.
As ações aconteciam, com o apoio de todos, como por exemplo distribuição de vale suco, uva (verão) ou quentão (inverno) para quem adquirisse algum produto. Desde essa época, não era cobrada a entrada e nem estacionamento. Os recursos financeiros eram poucos, mas os gastos eram bem planejados.


Presidente: Gustavo Fioresi
11ª e 12ª Feira de Inverno

Devido à construção de um novo pavilhão para Festa Nacional da Vindima, a Feira de Inverno ficou no impasse: dobrar o número de expositores incluindo novos setores ou manter somente o setor de malhas e confecções. Isso significava ampliar de 50 expositores para mais de 100, uma meta bastante ambiciosa.  A  união do setor e da equipe organizadora possibilitou assumirmos este desafio.  Assim novos setores  foram incorporados e oportunidades de negócios foram criadas, ampliando a imagem da Feira de Inverno da época. 
A equipe organizadora, juntamente com o Centro Empresarial e Prefeitura municipal assumiram o compromisso de engrandecer o evento e divulgar nossos produtos a diferentes partes do país. Pode-se dizer que essa gestão foi marcada pela união. 
“Na Feira de Inverno as empresas têm a oportunidade de mostrar, comercializar e readequar seus produtos aos consumidores.  Nosso município é elogiado e lembrado também por este evento, que reúne qualidade, diversidade e bom atendimento de produtos e serviços”., completa Gustavo Fiorese. 


Presidente: Gustavo Paviani
13ª e 14ª Feira de Inverno

As Feiras de Inverno tem significativa importância na economia do município, pois oportuniza que pequenas empresas coloquem seus produtos diretamente para o consumidor final, diminuindo os custos de comercialização e estreitando a relação com os clientes, proporcionando maior competitividade para estas empresas.
“Estar à frente deste evento foi uma experiência marcante, pois pude contribuir com o desenvolvimento de Flores da Cunha através de um dos mais tradicionais eventos do município.”, afirma Gustavo Paviani.


Presidente: Maria Antonia De Grandi
15ª, 16ª e 20ª Feira de Inverno

            Aprender a cada edição da Feira de Inverno foi uma das características das gestões presididas por Maria De Grandi. O setor de malhas e confecções, sempre representado em grande parte, nas feiras, demonstra grande união e participação.
“É bastante surpreendente que em tempos de crise, a Feira de Inverno é um sucesso de público e venda, mesmo quando não temos o frio tão desejado ou até mesmo as chuvas excessivas.” Afirma Maria De Grandi.
A Feira de Inverno tem grande importância no setor econômico, cultural e turístico, pois abre as portas para pequenas empresas mostrarem seus produtos e as empresas que já estão consolidadas no mercado, divulgarem a sua marca.  O apoio do poder público é fundamental para o crescimento e desenvolvimento desses que é um dos principais eventos do município de Flores da Cunha.


Presidente: Vanderlei Andréa Dondé
17ª e 18ª Feira de Inverno

“Presidir um evento do porte da Feira de Inverno foi uma missão de muita responsabilidade”, afirma o ex-presidente da Feira de Inverno Vanderlei Andrea Dondé.
Na gestão do BIÊNIO 2006-2007, criou-se um evento dirigido ao setor moveleiro, com encontro de arquitetos da região, catálogo dos produtos expostos, além de um espaço direcionado ao setor da Construção Civil.
No setor de malhas, os desfiles com lançamentos de produtos de fabricação local foram destaque, bem como os shows, que valorizaram artistas locais nos cinco finais de semana de realização do evento.
Já no setor gastronômico, houve uma mobilização do poder público em reformar o restaurante, possibilitando assim a criação do festival do vinho, chamado de “Noite do Vinho”, realizado sempre aos sábados à noite.
A participação e o comprometimento de todas as Câmaras Setoriais foram determinantes, de todas as formas, para o sucesso dos eventos, seja na comercialização de espaços e produtos, como também em fazer do evento um local de entretenimento e cultura para o público visitante.


Presidente: Rosicler Dalmina
19ª Feira de Inverno

A Feira de Inverno surgiu como necessidade de um segmento econômico do setor de malhas e confecções, mas logo se tornou tão importante e significativa para o município, que hoje, Flores da Cunha é lembrada pela “Feira de Inverno”.
Para Rosicler Dalmina, presidir a Feira de Inverno e também a Mostra Flores, foi um importante acontecimento, pois a aprendizagem foi significativa. O resultado das propostas foi satisfatório tanto para os expositores quanto para os visitantes, tendo assim um sentimento de dever cumprido.
Vamos comemorar as 20 edições com determinação de todos os florense, assim muitas importantes feiras ainda virão!

 

 


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